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domingo, 13 de outubro de 2024

Os vinte princípios fundamentais do karate - Niju kun

Legado do mestre Gichin Funakoshi para o desenvolvimento espiritual e mental dos seus alunos. Pois Funakoshi queria mostrar que o karate vai além dos aspectos técnicos. O Niju kun ajuda o estudante desta arte marcial a desenvolver e fortalecer também o espirito, pois cada frase encoraja a melhorar não só a nossa arte marcial, mas a nós mesmos. Cada preceito (frase) pode ter uma interpretação diferente. Um dos motivos era a forma de transmissão, que era via oral para os estudantes ou discípulos, onde analisavam e discutiuam em grupo até chegarem ao despertar total ou Satori, em japonês.

Mestre Funakoshi extraiu estes preceitos de uns textos, provenientes dos seus mestres, Azato de Naha-te e Itosu de Shuri-te, os quais, por sua vez, extraíram de textos chineses da velha escola “Shaolin”, onde se fazia referência, numa generalidade, à “Arte Marcial”, a qual, o Japão sonegou, dividindo-a mais tarde, após a época de 1600, em várias artes marciais, Arte Marcial essa, denominada “Wu-Shu” isto é, “Mão da China”. o Mestre Funakoshi não fez senão adaptá-los à realidade japonesa, sem modificar o seu sentido mais profundo.

Imbuído pelo conceito do "dô" o sensei Gichin Funakoshi elaborou o Niju kun como um instrumento de orientação para os seus discípulos, ao qual acabou se espalhando por outros dojô.

De acordo com Funakoshi (2005, p.10) “Os princípios tratam de questões do caráter e da espiritualidade, assim como da necessidade de coragem, honestidade, perseverança e, o que é mais importante, humildade – virtudes que encontram expressão mediante a cortesia e o respeito autêntico.” Os princípios ajudam a orientar o caminho para melhorar o caráter e a qualidade de vida.

O nome Niju kun significa literalmente as vinte regras e são as seguintes:

Niju Kun – Os vinte princípios do Karate

  1. 空手道は礼に始まり礼に終る事を忘るな

Karate-do wa rei ni hajimari rei ni owaru koto o wasaru na

No Karate-Dô começa e termina com saudação (Rei).

  1. 空手に先手なし

Karate-do ni sente nashi

Não existe primeiro golpe no karate

  1. 空手は義の補け

Karate wa, gi no tasuke

O karate permanece do lado da justiça

  1. 先づ自己を知れ而して他を知れ

Mazu onore o shire, shikashite ta o Shire

Primeiro conheça a si mesmo, depois conheça os outros

  1. 技術より心術

Gijitsu yori shinjitsu

O pensamento acima da técnica

  1. 心は放たん事を要す

Kokoro wa hanatan koto o yosu

A mente deve ficar livre

  1. 禍は懈怠に生ず

Wazawai wa ketai ni seizu

O infortúnio resulta de um descuido

  1. 道場のみの空手と思ふな

Dojo nomino karate to omou na

            O karate vai além do dojo

  1. 空手の修業は一生である

Karate-do no shugyo wa isssho de aru

O karate é uma atividade vitalícia

  1. 凡ゆるものを空手化せよ其処に妙味あり

Ara yuru mono o karateka seyo; sokoni myomi ari

Aplique o sentido do karate a todas as coisas isso é o que ele tem de belo

  1. 空手は湯の如し絶えず熱度を与えざれば元の水に還る

Karate Wa Yu No Gotoku Taezu Netsu O Atae Zareba Motono Mizuni Kaeru

O karate é como a água fervente: sem calor, retorna ao estado tépido

  1. 勝つ考は持つな負けぬ考は必要

Katsu kangae wa motsuna; makenu kangae wa hituyo

Não pense em vencer em vez disso, pense em não perder

  1. 敵に因って轉化せよ

Tekki ni yotte tenka seyo

Mude de posição de acordo com o adversário

  1. 戦は虚実の操縦如何に在り

Tattakai wa kyo-jitsu no soju ikan ni ari

O resultado de uma batalha (luta) depende de como encaramos o vazio e o cheio (a fraqueza e a força)

  1. 人の手足を剣と思へ

Hi to no te-ashi wa ken to omoe

Considere as mãos e os pés do adversário como espadas

  1. 男子門を出づれば百万の敵あり

Danshi mon o izureba hyakuman no teki ari

Ao sair pelo seu portão você se depara com um milhão de inimigos

  1. 構は初心者に後は自然体

Kamae wa shoshinsha ni atowa shizentai

A posição de prontidão (kamae) é para os iniciantes; com o tempo adota-se a postura natural (shizentai)

  1. 形は正しく実戦は別物

Kata wa tadashiku, jisen wa betsumono

Execute o kata corretamente; o combate real é outra questão

  1. 力の強弱体の伸縮技の緩急を忘るな

Chikara no kyojaku tai no shinshuku waza no kankyu

Não se esqueça de aplicar corretamente sua força (vezes alta outra com baixa intensidade), de expandir ou contrair o corpo, de aplicar uma técnica com rapidez ou lentamente

  1. 常に思念工夫せよ

Tsune ni shinen ku fu seyo

Mantenha-se sempre atento, diligente e capaz na sua busca do caminho

Os princípios deixados pelo mestre Funakoshi podem ser aplicados no dojo e principalmente na vida diária sendo praticante ou não de karate.

Referência

FUNAKOSHI, Gichin e NAKASONE Genwa. Os vinte princípios fundamentais do karate – o legado espiritual do Mestre. São Paulo: Cultrix, 2005

https://jkabrasil.com.br/filosofia/

https://karatedoshotokanbrasil.blogspot.com/2009/

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Mestre Samurai

Há muito tempo no Japão antigo existia um Velho Samurai que morava em um pequeno vilarejo, seu nome era Hattori Hanzo. Foi um grande general do imperador que lutou inúmeras batalhas e guerras. Mas agora, estava velho e decidiu se ausentar já que não havia mais guerras e seu país estava em paz, neste vilarejo ele ensinava a arte de combate aos jovens e era respeitado e admirado por todos.

Certo dia chega um samurai mais jovem neste vilarejo procurando por Hanzo, sabendo que ele era um lendário samurai lança o desafio:

- Então você é o lendário Hatori Hanzo, não passa de um velho mas vim aqui desafiá-lo.

O velho samurai aceitou o desafio e ao amanhecer do dia seguinte foi ao centro do vilarejo onde estava seu desafiante, que arrogantemente blasfemou, xingou, cuspiu e ofendeu Hanzo.

O velho apenas ficou ajoelhado sem se mover ou dizer algo e sem se desviar das pedras que o seu desafiante atirava em sua direção. Logo entardeceu e todos estavam espantados pois "o lendário Hatori Hanzo estava com medo?!"

Depois de horas o jovem e arrogante samurai deu as costas frustrado e foi embora se vangloriando de uma vitoria que não existia.

Um dos jovens alunos de Hanzo se aproximou e perguntou:
- Mestre, o senhor poderia tê-lo vencido com apenas um golpe e ter calado aquele verme, por que ficou calado imóvel sem revidar?

Com um olhar paciente e um sorriso Hatori Hanzo respondeu ao seu aluno:

- Se alguém lhe oferecer um presente e você não aceitar, a quem o presente pertence?

O aluno responde:

- Ele pertencerá a ninguém mais do quem me ofereceu.

- Exato - responde Hanzo

- O mesmo acontece com alguém que te insulta, blasfema, chinga...se você não aceitar isto tudo retorna a quem lhe ofereceu.

Moral: A honra não está em vencer seu oponente com apenas um golpe, mas sim em ensinar-lhe a disciplina e o respeito através de superioridade moral. A maior batalha é aquela que não acontece.

domingo, 3 de setembro de 2023

O Mestre e o Samurai

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen.

Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre:

- "Por que estou me sentindo inferior?".

Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior; e jamais me sentira assim antes.

Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?

O Mestre falou:

- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei".

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar.

Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, O samurai perguntou novamente:

- "Agora você pode me responder por que me sinto inferior?"

O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte.

Ele disse:

- "Olhe para estas duas árvores, a árvore alta". e a árvore pequena ao seu lado.

Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum.

A árvore menor jamais disse à maior "Por que me sinto inferior diante de você?".

Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O samurai então argumentou:

- "Isto se dá porque elas não podem se comparar".

E o Mestre replicou:

Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade; e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo.

Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.

Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica, ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior.

Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida.

Autor: desconhecido

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“Seja livre, seja você mesmo. Aquele que tenta agradar a todos morre cheio de arrependimentos.” James Hetfield - Metallica

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

O Falso Mestre

Era um renomado mestre; um desses mestres que correm atrás da fama e gostam

de acumular mais e mais discípulos. Em uma grande planície, reuniu centenas de

discípulos e seguidores. Levantou-se, impostou a voz e disse:

- Meus amados, escutai a voz de quem sabe.

Fez-se um grande silêncio. Poder-se-ia escutar o voo rápido de um mosquito.

- Nunca deveis relacionar-vos com a mulher de outro; nunca.

Jamais deveis beber álcool e tão pouco comer carne.

Um dos assistentes atreveu-se a perguntar:

- Outro dia, não eras tu que estavas abraçado com a esposa de Jai?

- Sim, era eu – respondeu o mestre.

Então, outro ouvinte perguntou:

- Não vi a ti outro dia ao anoitecer bebendo na taberna?

- Esse era eu – respondeu o mestre.

Um terceiro homem interrogou ao mestre:

- Não eras tu que outro dia comias carne no mercado?

- Efetivamente – afirmou o mestre.

Nesse momento todos os assistentes sentiram-se indignados e começaram a protestar.

- Então, porque pedes a nós, que façamos o que tu não fazes?

E o falso mestre respondeu:

- Porque eu ensino, mas não pratico.

O GRANDE MESTRE disse: Se não encontras um verdadeiro mestre para seguir,

converte a ti mesmo em mestre.

Em última instância, tu és teu discípulo e teu mestre.

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O texto acima lembra também a famosa frase: "Faça o que eu digo não faça o que eu faço." Portanto não é só falar e sim fazer também. O verdadeiro mestre deve ser um exemplo a seguir.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

A História de um Grande Samurai

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.

Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.

Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.

Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.

E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.

Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregam consigo.


MORAL DA HISTÓRIA:

A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir. 

domingo, 18 de junho de 2023

O Monge e o Samurai


A vida do samurai andava um inferno.

Dúvidas sobre o Bushido lhe atormentavam. Para ter paz, precisaria aprender mais

sobre um dos princípios deste código dos samurais.

O guerreiro precisava aprender sobre compaixão. Ele nunca teria paz se vivesse

apenas pela coragem e disciplina. A compaixão era um dos valores que norteavam o

caminho do cavaleiro, o Bushido.

Aquele samurai se perguntava se não teria desviado do caminho ao cortar cabeças

indefesas e não ajudar inimigos em dificuldades. Teria ele perdido o poder da

compaixão? Teria ele perdido a honra? Por que sua vida estava um inferno e como

seria alcançar o céu?

As dúvidas levaram o guerreiro em busca de um local sagrado – na esperança de

encontrar um mestre que o tirasse de seu inferno e lhe ensinasse o que era o céu.

Enquanto ia se aproximando do templo zen budista os lavradores se afastavam

daquele homem. Chegando lá, o samurai exigiu ser levado à presença do monge

chefe. Este ensinava na cozinha. O homem armado de espada ouviu os

ensinamentos do outro, armado de uma colher. O mestre ensinava os aprendizes

sobre a importância de transformarem em prática o pensamento zen. A importância

de praticarem de fato o que quer que fossem ensinar. O mestre zen parou de falar e

com sua colher remexeu cuidadosamente o cozido de legumes na panela. Voltou a

falar do aspecto sagrado de cada ação cotidiana, que a prática da preparação diária

do alimento é a mesma prática do caminho da iluminação.

“Pense que as panelas são você mesmo... Veja que a água é a sua própria vida...”

E voltou a mexer o cozido, borrifando temperos que ao caírem na panela exalaram

vapores aromáticos...

Só que o samurai não queria saber de prática de “mestre cuca” coisa nenhuma! Ele

não queria perder tempo da sua “busca espiritual” com futilidades diárias como

culinária. Rompeu o silêncio dos vapores:

- Mestre: quero que me ensine sobre a compaixão. Quero que me ensine sobre o

céu e o inferno.

O monge olhou longamente para o samurai. Reparou em seu calçado enlameado,

em sua espada embainhada, em sua mente inquieta.

- Você não vai encontrar o que busca. Como posso ensinar a pureza e a beleza da

compaixão a um homem com a bota, a espada e a mente completamente sujas?

Sua presença deixa este templo feio e sujo. Seria melhor que saísse daqui agora!

O sangue do samurai se aqueceu mais rápido do que as panelas e em dois

movimentos ele desembainhou a espada e preparou o ataque certeiro que faria rolar

a cabeça daquele monge que desrespeitava a honra de um cavaleiro que, por sua

vez, se afundaria ainda mais em seu inferno.

O monge permaneceu parado e quieto, mirando o outro com profundidade. Com a

espada viajando pelo ar a poucos centímetros do seu pescoço, disse:

- Espere. Agora você já sabe o que é o inferno. Isto é o inferno!

O astuto espadachim fez parar sua katana antes dela atravessar a pele. Ficou

espantado com a coragem e dedicação do mestre ao ensinar. O monge colocava

suas palavras e sua própria vida à serviço do outro. Entendeu que a sua maior

desonra não seria receber um insulto e sim praticar um ato violento.

O desejo de paz invadiu o guerreiro. Uma onda de compaixão o arrebatou.

O monge, enfim, enxergou o olhar iluminado e compassivo do samurai:

- Agora você já sabe o que é compaixão. Isto é o céu.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

O Livro do Nada


"O Caminho Ni To Ichi da estratégia está registrado neste Livro do Nada. O que se chama espírito do nada é o que não é nada, é onde não há nada. Ele não está incluído no conhecimento do homem. Evidentemente, o nada é o vazio. Conhecendo as coisas que existem, você pode conhecer as que não existem. Isto é o nada.

As pessoas deste mundo veem as coisas equivocadamente, e pensam que o que não compreendem deve ser o nada. Mas esse não é o nada verdadeiro. É apenas confusão. Também no Caminho da Estratégia, os que estudam como guerreiros pensam que tudo o que não podem compreender em seu ofício é o nada. Esse não é o nada verdadeiro.

Para alcançar o Caminho da Estratégia como guerreiro, você terá que estudar a fundo outras artes marciais e não se desviar nem um pouco do Caminho do Guerreiro. Com o espírito tranquilo, acumule experiência dia a dia, hora a hora. Dê polimento à mente e ao coração, e aprofunde o olhar de percepção e visão. Quando seu espírito estiver isento de toda turvação, quando as nuvens da desordem se dissiparem, você conhecerá o verdadeiro Nada.

Até compreender o Caminho verdadeiro, seja no budismo ou no bom senso, você talvez pense que as coisas estão corretas e ordenadas. Entretanto, se olharmos para as coisas com objetividade, sob o ponto de vista das leis do mundo, veremos diversas doutrinas que se afastam do Caminho verdadeiro. Conheça bem este espírito, com a retidão como base e o espírito verdadeiro como Caminho. Aplique a estratégia com amplitude, correção e discernimento. E então você começará a pensar nas coisas sob um ângulo mais aberto, e entender o Nada como o Caminho, e verá o Caminho como o Nada.

No Nada está a virtude, e nenhum mal. A sabedoria tem existência, o princípio tem existência, o Caminho tem existência, o espírito é vazio."

 

Décimo segundo dia do quinto mês, segundo ano de Shoho (1645).

Teruo Magonojo

Shinmen Musashi

 

Retirado do livro Go Rin No Sho - O Livro dos Cinco Anéis. Autor: Miyamoto Musashi

sábado, 28 de janeiro de 2023

A Parábola do Faixa Preta

Conta-se que certa vez um praticante de artes marciais estava ajoelhado diante de seu mestre para realizar a cerimônia para receber sua faixa preta, que seria obtida após muito suor, ou seja, depois de muitos anos de treinamento incansável, o aluno finalmente havia chegado ao que comumente julga-se ser o auge em uma disciplina marcial.

"- Antes que lhe entregue a faixa preta, você precisa passar por outro teste", diz o Sensei.

"- Estou pronto" responde o aluno, talvez esperando por um último combate.

"- Você tem que responder uma pergunta essencial: Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?".

"- O fim da minha jornada", responde o aluno. "Uma recompensa merecida por minha dedicação, o reconhecimento do meu treinamento".

O Sensei espera por alguns minutos, demonstrado que ainda não está satisfeito com a resposta. Então, diz:

"- Você ainda não está pronto para receber a faixa preta. Volte daqui a um ano".

Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei.

"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?". Pergunta o Sensei.

"- Ela é o símbolo da excelência, é o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", responde o aluno.

O Sensei fica em silêncio, esperando por um complemento na resposta. Por fim, ele fala:

"- Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui um ano".

Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Sensei, que mais uma vez pergunta:

"- Qual é o verdadeiro significado da faixa preta".

"- A faixa preta representa o começo, o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca do aperfeiçoamento não somente técnico, mas também do caráter, responde o aluno. "- Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu treinamento". Diz o mestre.

Autor desconhecido

sábado, 11 de outubro de 2014

O QUE É - SIMPATIA


Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'Agôsto,
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é - quase amor!

Casimiro de Abreu

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Nem sempre as coisas saem conforme o planejado


Isso pode acontecer a qualquer momento. O discípulo esperançoso pergunta ao mestre: “quando vou ganhar a minha faixa preta?”
O mestre o olha nos olhos e diz: “daqui a cinco anos.”
“Minha nossa! Diz o aluno, decepcionado. “É muito tempo. Mas e se eu praticar com o dobro de esforço, quanto tempo vai levar?”
“Dez anos”, responde rapidamente o mestre.
“O senhor não compreende!” diz o aluno. “Vou me esforçar mais do que qualquer outra pessoa e ser o melhor em tudo. E vou ser o mais rápido também, o senhor vai ver!”
 O mestre, que já ouviu essa conversa antes, balança lentamente a cabeça de um lado para o outro e explica: “Nesse caso, você vai levar vinte anos, ou talvez nunca venha a ganhar sua faixa preta.” Contemplando a decepção no rosto do discípulo, ele acrescenta: “Sua cabeça está cheia de pensamento sobre o que você pode significar para as artes marciais, e não está levando em conta o que as artes marciais podem representar para você. Esvazie a mente e o espírito: deixe que eles sigam o curso do aprendizado, como uma folha flutuando na água de um rio.”
 O aluno, admirado com a profundidade do ensinamento do mestre, tinha ainda uma pergunta a fazer: “Por quanto tempo vou poder estudar as artes marciais?”
“Até morrer”, diz o mestre, com um sorriso nos lábios.


Referência: IEDWAD, Claudio. STANDEFER, Roxanne. Um caminho de paz – um guia das tradições das artes marciais para os jovens. Ed. Cultrix, São Paulo: 2011. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Parábola da Vaquinha



Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. 
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo. 
- O senhor vê aquela vaca? - disse o homem. Dela tiramos todo o nosso sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos. 
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo: 
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo. 
o discípulo não acreditou. 
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem! 
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem: 
- Vá lá e empurre a vaquinha. 
Indignado, porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo. 
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. 
Queria ajudar a família, pedir desculpas, ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. 
Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. 
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo. 
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá 
- Claro que sei. Você está olhando para ela. 

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. 
Espantado, dirigiu-se ao homem e disse: 
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo? 
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu: 
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes. 

Autor desconhecido

Moral da história: precisamos perder algo ou alguém para sairmos da nossa zona de conforto. Nessa hora descobrimos que devemos ser corajosos, determinados e criativos para sair daquela situação que ocorreu em nossa vida. É a partir da adversidade que descobrimos que somos capazes de fazer além do que é básico, do que é cômodo para nós.
É através de dias ruins que construímos dias bons e felizes.

Reflitam!!!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Era uma vez um amigo meu…

Certo dia, um amigo meu abriu a gaveta da mesa de cabeceira da sua esposa e apanhou um pacote embrulhado em papel de arroz.
-Este, disse o meu amigo, não é um pacote qualquer, é uma peça íntima, uma lingerie finíssima”.
Abriu o pacote, jogou fora o papel, pegou na peça, e acariciou a seda macia e a renda.
“Ela comprou esta lingerie a primeira vez que estivemos em New York, uns 8 ou 9 anos atrás.
Nunca a usou.”
“Estava esperando o momento certo, a ocasião especial para poder usá-la.
Bom, acho que a hora chegou.”
Aproximou-se da cama e colocou a lingerie perto de outros objetos que levaria para o cemitério.
A sua esposa havia morrido de repente.
O meu amigo olhou para mim e disse:
“Nunca guardes nada à espera de uma ocasião especial, cada dia que vivemos, é uma ocasião especial”.
Ainda estou pensando nas palavras que ele me disse e como mudaram a minha vida.
Agora leio mais, e dedico menos tempo à limpeza da casa.
Sento-me na varanda e admiro a paisagem, sem reparar se o jardim tem ou não ervas daninha.
Passo mais tempo em companhia da minha família e dos meus amigos, e bem menos tempo trabalhando para os outros.
Dei-me conta que a vida é um conjunto de experiências para serem apreciadas e não sobrevividas.
Agora já não guardo quase nada.
Uso os copos de cristal todos os dias.
Visto roupas novas para ir fazer compras no supermercado, se estiver com vontade de vesti-las.
Não guardo o melhor frasco de perfume para as festas especiais, mas uso quando quero sentir a sua fragrância.
As frases “um dia…” e “um dia destes…”, estão desaparecendo do meu vocabulário, se vale a pena ver e ouvir é agora.
Não sei o que a esposa do meu amigo teria feito, se soubesse que não haveria amanhã,
o mesmo “amanhã” que todos nós levamos tão pouco a sério.
Se ela soubesse, talvez pudesse ter falado com todos os seus familiares e amigos mais próximos.
Ou, talvez, poderia ter chamado os velhos amigos para se desculpar, para fazer as pazes pelos mal entendidos do passado.
Gosto de pensar que, ela poderia ter ido degustar o seu prato preferido naquele restaurante chinês que tanto gostava.
São estas pequenas coisas da vida não cumpridas que me chateasse se soubesse que tenho as horas contadas.
Chatear-me-ia pensar que deixei de abraçar os bons amigos que
“um dia deste” reencontraria, Chatear-me-ia pensar que não escrevi as cartas que queria porque a intenção de escrevê-las era “um dia deste…”
Chatear-me-ia, e deixar-me-ia ainda mais triste, saber que deixei de dizer aos meus filhos e irmãos, com suficiente frequência, o quanto os amos.
Agora procuro não retardar, esquecer, ou conservar, algo mais que poderia acrescentar sorrisos de felicidade e alegria à minha vida.
Cada dia que passa, digo para mim mesmo, que este é um dia muito especial.

Cada dia, cada hora, cada minuto que passa… é especial.

domingo, 30 de junho de 2013

Metáfora do bambu chinês


Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava."
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos. Em nosso trabalho especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Devemos cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a persistência e a paciência, pois esta dois hábitos te ajudará a alcançar seus objetivos.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Para Refletir - A escola para Paulo Freire



"A escola é...
Escola é... o lugar onde se faz amigos.
Não se trata só de prédios, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, gente que estuda, se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comporta como colega, como amigo, como irmão.
Nada de “ilha” cercada de gente por todos os lados.
Nada de conviver com pessoas e depois, descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade, é conviver, é se amarrar nela.
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil estudar, crescer, fazer amigos, educar-se, SER FELIZ."
Paulo Freire.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Só um lembrete do Quitana...

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: 
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais." 
(Mário Quintana)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Para Refletir



Receita de felicidade

“Dê um beijo, um abraço, um passo em sua direção.
Aproxime-se sem cerimônia.
Dê um pouco de calor, do seu sentimento.
Assente-se bem perto e deixe ficar.
Algum tempo ou muito tempo.
 Não conte o tempo de se dar.
Aprenda a burlar a superficialidade.
Sonhe um sonho sem duvidar.
Deixe o sorriso acontecer. Sorria.
Rasque o preconceito. Olhe nos olhos.
Aponte um defeito, com jeito.
Respeite uma lágrima.
Ouça uma estória, ou muitas, com atenção.
Escreva uma carta e mande.
Irradie simplicidade, simpatia, energia.
Não espere ser solicitado, preste um favor.
Lembre-se de um caso.
Converse sério ou fiado.
Conte uma piada. Ache graça.
Ajude a resolver um problema.
Pergunte: por quê? Como vai? Como tem passado? O que tem feito de novo?
E preste atenção nas respostas.
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme.
Ou mesmo um programa de televisão.
Diga, de vez em quando: desculpe, muito obrigado, não tem importância, o que se há de fazer, dá-se um jeito, tente de outra forma.
E não se espante se no final da história, a pessoa mais FELIZ FOR VOCÊ.” (anônimo)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nem sempre as coisas saem conforme o planejado


Isso pode acontecer a qualquer momento. O discípulo esperançoso pergunta ao mestre: “quando vou ganhar a minha faixa preta?”
O mestre o olha nos olhos e diz: “Daqui a cinco anos.”
“Minha nossa!”, diz o aluno, decepcionado. “É muito tempo. Mas e se eu praticar com o dobro de esforço, quanto tempo vai levar?”
“Dez anos”, responde rapidamente o mestre.
“O senhor não compreende!”, diz o aluno. “Vou me esforçar mais do que qualquer outra pessoa e ser o melhor em tudo. E vou ser o mais rápido também, o senhor vai ver!”
O mestre, que já ouviu essa conversa antes, balança lentamente a cabeça de um lado para o outro e explica: “Nesse caso, você vai levar vinte anos, ou talvez nunca venha a ganhar sua faixa preta.” Contemplando a decepção no rosto do discípulo, ele acrescenta: “Sua cabeça está cheia de pensamentos sobre o que você pode significar para as artes marciais, e não está levando em conta o que as artes marciais podem representar para você. Esvazie a mente e o espírito; deixe que eles sigam o curso do aprendizado, como uma folha flutuando na água de um rio.”
O aluno, admirado com a profundidade do ensinamento do mestre, tinha ainda uma pergunta a fazer: “Por quanto tempo vou poder estudar as artes marciais?”
“Até morrer”, diz o mestre, com um sorriso nos lábios.

Retirado do livro Um Caminho de Paz – um guia das tradições das artes marciais para os jovens. Ledwad, Claudio; Standefer, Roxanne.

terça-feira, 20 de março de 2012

Para Refletir

“O Sorriso”
“Nada custa, mas acrescenta muito.
Enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores.
Dura apenas um segundo, mas muitas vezes a memória o guarda para sempre.
Traz a felicidade ao lar.
Alimenta a boa vontade entre as pessoas.
É a senha dos amigos.
Serve de incentivo para o desanimado, de alegria para o triste, de repouso para o fatigado.
Contra o mau humor, é o maior antídoto da natureza.
É o maior e melhor cartão de visitas.
Acalma os nervos e estimula a circulação em todo o rosto.
Promove harmonia em todo o nosso organismo.
Enfim, dá brilho aos olhos e simpatia ao caráter.
Então, SORRIA!...”  (Mário Quitana)

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Comemore o seu dia!

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fiz uma seleção de alguns filmes e frases para refletir neste dia e também alguns papéis de parede feitos especialmente para esta data. É só salvar no seu computador.

Frases para refletir neste dia.

"Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar." (Provérbio Chinês)

"Se você quer que algo seja dito, peça a um homem, se você quer que algo seja feito, peça a uma mulher.” (Margaret Thatcher) 



"Deus deu às mulheres a intuição e a feminilidade. Usadas corretamente, esta combinação tem o poder de embaralhar o cérebro de qualquer homem que já conheci.” (Farrah Fawcett) 

“A mulher alimenta-se de carícias, como a abelha das flores.” (Anatole France) 

“Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo.” (Virginia Woolf) 

“Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.” (Leon Tolstoi) 

“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.” (Cora Coralina) 

“Não se nasce mulher; torna-se uma.” (Simone Beauvoir) 

"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem." (Lya Luft)


Indicações de Filmes: Cleópatra; Catarina a Grande; Joana D’Arc; documentário de Chiquinha Gonzaga, A Jovem Rainha Vitória; Elisabeth; Mary Stuart; Rainha da Escócia; Olga; Papisa Joana, A Dama de Ferro.

Assistam também alguns filmes e séries e expirem-se. Xena, a princesa guerreira, Charmed, Nikita, Tomb Raider, Guerreiros do fogo, Código de Honra, O Diabo Veste Prada, A Rainha Tirana, A Filha de D’Artagnan, Mary Stuart.

Contribua também para aumentar esta lista.

Papéis de parede





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para refletir



A Canoa



por Paulo Freire



Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: 
"Companheiro, você entende de leis?"
"Não", respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: "É uma pena, você perdeu metade da vida!"
A professora muito social entra na conversa: "Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?"
"Também não", responde o remador.
"Que pena!" - condói-se a mestra - "Você perdeu metade da vida!"
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta: "Vocês sabem nadar?"
"NÃO", responderam eles rapidamente.
"Então é uma pena", concluiu o barqueiro, "vocês perderam toda a vida!"

Conclusão: "Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes".