terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Parábola da Vaquinha



Era uma vez, um sábio chinês e seu discípulo. Em suas andanças, avistaram um casebre de extrema pobreza onde vivia um homem, uma mulher, três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. 
Com fome e sede o sábio e o discípulo pediram abrigo e foram recebidos. O sábio perguntou como conseguiam sobreviver na pobreza e longe de tudo. 
- O senhor vê aquela vaca? - disse o homem. Dela tiramos todo o nosso sustento. Ela nos dá leite que bebemos e transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos por outros alimentos. É assim que vivemos. 
O sábio agradeceu e partiu com o discípulo. Nem bem fizeram a primeira curva, disse ao discípulo: 
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá em baixo. 
o discípulo não acreditou. 
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se a vaca morrer, eles morrem! 
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem: 
- Vá lá e empurre a vaquinha. 
Indignado, porém resignado, o discípulo assim fez. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo. 
Alguns anos se passaram e o discípulo sempre com remorso. Num certo dia, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. 
Queria ajudar a família, pedir desculpas, ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com árvores, piscina, carro importando, antena parabólica. 
Perto da churrasqueira, adolescentes, lindos, robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão. O coração do discípulo gelou. Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. 
Devem estar mendigando na rua, pensou o discípulo. 
Aproximou-se do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá 
- Claro que sei. Você está olhando para ela. 

Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte, altivo, a mulher mais feliz e as crianças, jovens saudáveis. 
Espantado, dirigiu-se ao homem e disse: 
- Mas o que aconteceu? Estive aqui com meu mestre alguns anos atrás e era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar de vida em tão pouco tempo? 
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu: 
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos o nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes. 

Autor desconhecido

Moral da história: precisamos perder algo ou alguém para sairmos da nossa zona de conforto. Nessa hora descobrimos que devemos ser corajosos, determinados e criativos para sair daquela situação que ocorreu em nossa vida. É a partir da adversidade que descobrimos que somos capazes de fazer além do que é básico, do que é cômodo para nós.
É através de dias ruins que construímos dias bons e felizes.

Reflitam!!!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Posturas ou bases do Karatê – Entenda sua Importância.

Se para um bebê o ato de engatinhar é o primeiro passo para ajudá-lo a fortalecer seus músculos e consequentemente depois ser capaz de andar sozinho. No Karatê não é muito diferente precisa-se aperfeiçoa cada base para que fique firme, equilibrada e correta.
Aprender a andar é uma das coisas mais importantes que uma criança faz durante seu estágio de amadurecimento. Cada criança aprende a andar no seu tempo e ritmo certo. A partir daí ela começa a ganhar coordenação motora, força muscular e equilíbrio. Após aprender a ficar de pé, ele precisa agora voltar a sentar é aí que se deve mostrar como dobrar o joelho para conseguir sentar novamente, para isso deve-se incentivar a faze-lo sozinho.
Bom, para iniciar uma pratica marcial também tem este tipo de processo, mas de forma diferente, é claro.
Para início de conversa, as bases que usamos para treinar na grande maioria é bem mais larga na hora de andar do que quando aprendemos à andar quando éramos pequenos.
Para que uma técnica seja eficaz e eficiente nosso base deve está em total equilíbrio. Somente com uma base firme e estável pode-se defender e atacar de forma rápida e segura.
A parte inferior do corpo deve está firme para sustentar a parte superior do corpo principalmente no instante que uma técnica é executada.  Lembre-se, concentra-se demais na base poderá perder mobilidade e velocidade durante o deslocamento.
Segundo Nakayama, “A capacidade de devolver um ataque em quaisquer circunstâncias depende, em grande parte, da manutenção da forma correta.”
Portanto, para ter uma base bem definida é preciso aperfeiçoa a cada treino, assim chegará ao resultado desejado.

Mais quais são os requisitos para ter uma boa postura?
De acordo com Nakayama, deve-se estar bem equilibrado. Girar o quadril suavemente e usar o máximo de rapidez, durante a execução da técnica. Usar a força de forma suficiente e o controle será facilmente dominado. Os músculos utilizados para a técnica devem mover-se de forma suave, além de trabalharem em harmonia.
Portanto, pés, pernas, quadril, braços e mãos devem trabalhar como um só.  Para que a técnica seja executada de forma correta deve-se utilizar os músculos necessários para aquela técnica, enquanto os outros músculos devem está relaxados.
De acordo com Nakayama, a postura refere-se à parte inferior do corpo e para que as técnicas sejam bem aplicadas deve-se ter uma postura firme e estável.
“Em todas as ocasiões, a parte superior do corpo tem que ser mantida perpendicular ao chão e nivelada com os quadris. As articulações não devem estar tensas demais; não se deve usar mais força do que a necessária na execução de uma técnica e é desejável que a postura seja descontraída.” (Masatoshi Nakayama)

“Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar de pé, caminhar, correr, escalar e dançar; ninguém consegue voar só aprendendo voo.” (Friedrich Nietzsche)

Vaneisa Pires
Profª de Karate


Referências: M.Nakayama. O melhor do Karate – Visão abrangente-práticas. Vol. 1. São Paulo: Cultrix

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dicas de Livros – parte 5

Mais uma vez selecionei 5 dicas de livros para ajudá-los no planejamento das aulas. Espero que gostem.



Título: O Ninja Corporativo - As Artes Marciais Aplicadas Nos Negócios
Autor: Gary Shapiro
Editora: Editora Saraiva
Páginas: 216






Título: Dicionário de Nomes Japoneses
Autor: Noriko Shindo
Editora: JBC
Páginas: 388








Título: Os Analectos de Confúcio
Autor: Confúcio
Editora: L&pm
Páginas: 260








Titulo: Como Dizer Tudo em Japonês - Fale a Coisa Certa em Qualquer Situação 
Autor: Martinez, Ron; Yanai, Nobuo
Editora: Elsevier
Páginas: 336








Titulo: Aprendendo a Viver com Confúcio
Autor: Confúcio
Editora: Agir
Páginas: 208

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Conheça mais uma planta que ajuda na nossa saúde - A Erva Doce

Erva Doce 

De acordo com os historiadores a erva doce já era conhecida por volta de 1500 A.C. pelos Egípcios que as cultivava para se alimentar, usar como remédio e bebida. Tornou-se tão valiosa que a Inglaterra pagava imposto sobre a importação deste produto. Os romanos faziam um bolo chamado Mustaceus que era servido no final dos banquetes.

Tem sua origem na Ásia e é amplamente cultivada em regiões temperadas, a Erva-Doce (Pimpinella anisum) é uma planta que gosta de um clima ameno e pode atingir até 60 cm de altura, tem caule liso ereto e ramificado com pecíolo mais curto e folíolos ovais com bordos dentados, flores muito pequenas e com coloração variando de branca a amarela, dispostas em cachos terminais do tipo umbela, seus frutos e sementes são marrons, ovais, alongados e achatados sue plantio é no período de junho a outubro.

Seu cultivo deve ser realizado preferencialmente em solos silico-calcáreos, ligeiramente permeáveis em locais com boa incidência de sol. A colheita deste fruto-semente é feita manualmente. A planta inteira é arrancada em feixes e posta para secar ao sol. Após a secagem, os feixes devem ser batidos para retirada dos frutos-sementes.

A erva-doce, de nome científico Pimpinella anisum é da Família das Umbelíferas, também conhecida por Anis, é uma planta medicinal que possui óleo essencial, proteínas, açúcares, cumarinas e anetol. Seu vegetal é rico em celulose, substância importante para o bom funcionamento dos intestinos. O anetol é o principal constituinte ativo e é aromatizante.

Esta erva é usada desde chás até produtos cosméticos.

Na aromoterapia seu óleo essencial é usado para aromatizar o ambiente, além de ser usado para produtos cosméticos, como sabonetes e cremes para pele.

Na cozinha as sementes são utilizadas para temperar biscoitos, pães, bolos, tortas de frutas, maças assadas, caldas de doces e canapés. Suas folhas dão um toque especial às saladas e feijão branco. As sementes também temperam e dão aroma às carnes, linguiças na grelha, salames. Os europeus costumam por um galhinho com folhas nos picles e conservas. As sementes maceradas lentamente na aguardente fazem o licor anisete. No quentão, tira o gosto ardido do picles, suavizando o sabor.

A erva doce possui vitaminas A, C e complexo B e os minerais cálcios, cloro, ferro, fósforo, magnésio e potássio. O Cálcio e o Fósforo atuam no organismo conjuntamente participando da formação dos ossos e dentes, coagulação do sangue, construção muscular e transmissão normal de impulsos nervosos. A Niacina é uma das vitaminas do Complexo B e tem por função ajudar a digestão, além de estimular o apetite. Cem gramas de Erva-Doce fornecem 17 calorias.

Para que serve a erva doce
Fazendo a Infusão desta semente ajuda na digestão, alivia flatulência, cólicas, distúrbios nervosos, insônia, asma, diurético, dor de barriga, indigestão, inchaço, acidez estomacal, aumentar a produção de leite, asma, bronquite, espasmos, dor de cabeça, inflamações, tosse, palpitações, gripe, resfriado, catarro, coriza, atrite e excesso de peso.

Propriedades da erva doce
Expectorante, tônico, cicatrizante, calmante, diurético, vermífugas, sudorífico, galatogênico, antiespasmódico, antidispéptico, digestiva e depurativa.

Modo de uso da erva doce
Do caule são feitos xaropes e licores, a raiz é diurética e atua sobre infecções urinárias. O chá das sementes e folhas alivia cólicas causadas por gases intestinais, reduz a dispepsia, combate a diarréia e vômitos.

Chá: Colocar 1 colher das sementes de erva-doce numa xícara e cobrir com água fervente. Deixe esfriar, coe e beba a seguir. De 2 a 3 vezes ao dia após as refeições.

Para dor de estômago faça o chá com uma pitada de noz moscada ralada. Para úlceras do nariz deve ser macerada em água. Age contra a cólica de recém nascidos.

Misturado ao suco de cenoura (que possui vitamina A) combate cegueira noturna e outros problemas de visão; a mesma mistura, adicionando beterraba (bom para o sangue), é um poderoso reforço para o sangue e benéfico à menstruação; com suco de maçã é ótimo para problemas estomacais e também alivia a dor de cabeça.

Para quem estar com cansaço ocular, faça uma decocção ((é quando a erva é fervida juntamente com a água) com 2 colheres de sopa de sementes em 250ml de água e ferva por 3 minutos. Deixe amornar, embeba duas gazes limpas e coloque nas pálpebras.

Contra-indicações da erva doce
Não usar se tiver problemas como úlcera duodenal ou gástrico, refluxo, colite ulcerosa ou diverticulite.

Fonte: Via Integral e Ache tudo e Região

Importante 
As dicas dadas aqui neste blog sobre as plantas e ervas são puramente informativa. Lembrem-se sempre de procura um médico ou especialista para fazer um diagnóstico preciso e em conseqüência um tratamento correto para cada caso que apareça.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vamos cantar o Hino da Independência do Brasil!


Em 1930, o ministro Gustavo Capanema regulamenta o Hino da Independência e a partir daí passa a ser tocado em todo 7 de setembro. Quem compôs foi Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799-1837) e a música foi de Dom Pedro.
Veja abaixo a letra e o vídeo do nosso Hino da Independência do Brasil.
Clique na Bandeira e monte o quebra-cabeça.

Hino da Independência

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil. 

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil. 

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil. 

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil. 

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil. 

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil. 

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil. 

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.