quarta-feira, 10 de agosto de 2022

O que faz a Comissão de Atletas e quem são os representantes brasileiros do karate


O Comitê Olímpico Internacional foi a primeira entidade a ter uma comissão de atletas. A instauração desta comissão foi através da Carta Olímpica. Sendo adotada e seguindo a hierarquia, o Comitê Olímpico Brasileiro criou também sua comissão e consequentemente diversas entidades de administração do desporto filiadas ao COB, incluíram a comissão em seus estatutos com base nas diretrizes do COI, COB e respectivas Federações Internacionais de cada modalidade, como a FINA, FIBA, FIVB.

Composta por grandes nomes do esporte nacional, a Comissão de Atletas do COB foi criada em abril de 2009, seguindo o modelo da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional (COI). Seu principal objetivo é atuar como um canal de comunicação entre os atletas e a entidade, oferecendo sugestões e recomendações sobre quaisquer assuntos relacionados ao Movimento Olímpico, colaborando assim com o desenvolvimento técnico do esporte brasileiro. A CACOB teve seus primeiros integrantes selecionados pela própria entidade, passando a ser definida através de um processo eleitoral a partir do segundo ciclo, iniciado em 2013.

Dentre os integrantes atuais estão: Yane Marques (Pentatlo Moderno) como Presidente, Fabiano Peçanha (Atletismo) como Vice-Presidente, Arthur Zanetti (Ginástica Artística), Clodoaldo do Carmo (Atletismo), Diogo Silva (Taekwondo), Duda Amorim (Handebol), Hortência (Basquete), ao todo são 25 atletas que fazem parte da Comissão de Atletas do COB 2021-2024.

No dia 16 de maio de 2022, o Comitê Olímpico Brasileiro criou a Comissão Mulher no Esporte.

Com objetivo de fomentar a participação feminina e atuar em prol da igualdade de gênero, além de auxiliar no estabelecimento de políticas que propiciem a promoção e a capacitação da mulher no esporte.

“Essa iniciativa busca integrar diversas áreas de atuação do COB, contribuindo para o desenvolvimento de projetos em prol da equidade tanto na área de gestão, quanto na área técnica. Será uma comissão consultiva, que oferecerá sugestões, recomendações e informações relevantes para incentivar a presença feminina no esporte”, disse Isabel Swan, coordenadora da área Mulher no Esporte do COB.

Além da própria Isabel Swan, o grupo é composto por um representante de cada uma das seguintes áreas internas da entidade: Governança; Jurídica; Cultura e Valores Olímpicos; Desenvolvimento Esportivo; Alto Rendimento; Psicologia; Comunicação; Instituto Olímpico Brasileiro e Recursos Humanos. Os nomes foram designados pelos respectivos diretores e nomeados pelo diretor-geral.

Também integram a equipe uma atleta de alto rendimento (Etiene Medeiros, da natação), uma treinadora esportiva (Martha Rocha, da vela) e uma médica (Tathiana Parmigiano, ginecologista). A expectativa é que a comissão se reúna a cada três meses. 

Comissão de Atletas e a Lei Brasileira

Segundo Letícia Ribeiro do site Lei em Campo, diz que: “Inicialmente, os membros que iriam compor essa Comissão de Atletas eram indicados através dos gestores dessas entidades, no entanto, em razão do advento da Lei 13.155/2015, houve a alteração do art. 23 da Lei Pelé e foi incluído nele o inciso III, parágrafo 2º que além de garantir a representação através do voto da categoria dos atletas, regulou a maneira como seriam escolhidos os representantes que iriam compor esta Comissão, através de eleição direta entre os próprios atletas.

Ao alterar este dispositivo legal, o legislador infraconstitucional teve a intenção de alcançar uma maior representatividade da categoria dos atletas perante as entidades de administração do desporto. Vale ressaltar que o descumprimento desta obrigatoriedade legal poderia implicar no não recebimento dos repasses públicos, bem como nos repasses oriundos da Lei Agnelo-Piva por estas instituições. Ainda acerca destes repasses, a Lei Pelé em seu art. 18-A também condiciona o repasse direto e indireto de recursos da administração pública ao cumprimento de certos requisitos, alguns inclusive relacionados a Comissão de Atletas”

Foi durante os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, que os atletas Aurélio Miguel, Luiz Felipe Azevedo, Oscar Schmidt, Lars Grael e Torben Grael, levantaram a ideia de conquistar uma maior participação na política esportiva nacional. Em outubro de 2000, foi então criada a Comissão Nacional de Atletas (CNA), pela Portaria n° 127, para representar os interesses da classe junto ao governo federal. Atualmente, por meio do Decreto nº 10.056, de 14 de outubro de 2019, foi instituída à Comissão Nacional de Atletas no âmbito do Ministério da Cidadania, enquanto órgão colegiado de assessoramento para construção da Política Nacional de Esporte.

Conforme o Art. 3º do Decreto nº 10.056, de 14 de outubro de 2019, a Comissão Nacional de Atletas é composta por 11 atletas, representantes de diferentes modalidades esportivas, indicados da seguinte forma:

I - dois pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania

II - dois pelo Comitê Olímpico do Brasil

III - dois pelo Comitê Paralímpico Brasileiro

IV - dois pelo Comitê Brasileiro de Clubes

V - um por entidade privada sem fins lucrativos formada por atletas brasileiros, nos termos estabelecidos pelo Ministério da Cidadania

VI - um pela Autoridade Pública de Governança do Futebol

VII - um pela Organização Nacional das Entidades do Desporto

Confira o regimento interno e Integrantes da Comissão Nacional de Atletas: Regimento Interno: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/D10056.htm

Integrantes da Comissão Nacional de Atletas: https://www.gov.br/cidadania/pt-br/composicao/orgaos-colegiados/cna/integrantes-da-comissao-nacional-de-atletas

No Karate

De acordo com o site da WKF, a “Comissão de Atletas é a voz unificada internacional oficial dos karatecas para ajudar no progresso do nosso esporte. Com o Presidente da Comissão de Atletas da WKF como membro votante do conselho executivo da WKF e com a responsabilidade de aconselhar este Conselho sobre assuntos relevantes para os atletas, além disso, o propósito do WKF AC é múltiplo. Em primeiro lugar, a comissão visa ampliar a comunicação dentro da família WKF. Em segundo lugar, representar os atletas em todas as áreas de influência e governança da WKF. Em terceiro lugar, fomentar o aumento da participação ativa dos atletas na estrutura da família WKF. E por fim, a Comissão de Atletas da WKF trabalha para tentar encontrar soluções para a continuidade da vida dos atletas após a carreira esportiva.”

Os novos membros da Comissão de Atletas da WKF foram eleitos por seus pares durante o Campeonato Mundial Sênior de 2021, que foi realizado em Dubai no mês de novembro, onde aconteceram algumas reuniões e uma delas foi para disputa de duas vagas na comissão de atletas da WKF, e os atletas Stanislav Horuna da Ucrânia (2021 a 2025) e Vasiliki Panetsidou da Grécia (2021 a 2025) foram eleitos os novos membros da Comissão de Atletas da WKF que agora é formada por Antonio Diaz da Venezuela (2018 a 2022) e Douglas Brose do Brasil (2018 a 2022) como membros eleitos, e Nguyen Hoang Ngan do Vietnã e Elisa Au dos Estados Unidos como membros nomeados com Davide Benetello da Itália atuando como presidente. Ao todo foram sete caratecas que apresentaram suas propostas para garantir as duas vagas na comissão de atletas.

Após formada a nova comissão, foi realizada a primeira reunião com os novos membros da comissão que decidiram reeleger Davide Benetello da Itália como presidente do grupo, além de discutiram sobre o novo formato do Mundial e a presença da Comissão de Atletas nas redes sociais, entre outros.

A Confederação Brasileira de Karate - CBK criou sua primeira comissão de atletas, em 02 de setembro de 2018, que foi formado pelos atletas Érica Carla C. dos Santos (São Paulo) como presidente, Williames S. Santos (Bahia) como Vice-Presidente, Rayol M. Gadelha de Vasconcelos (Ceará), Douglas S. Brose (Santa Catarina), Claudina de S. Aguiar (Espírito Santos), Marcos Andreyo L. Barroso (Amazonas), Rafael N. Bernardelli (Mato Grosso), Rafael C. Nascimento (Minas Gerais), Carlos Eduardo Capistrano (Rondônia).

De acordo com a Comissão de Atletas da CBK, o principal objetivo da Comissão de Atletas é atuar em prol da harmonia e do bom relacionamento entre a comunidade de atletas e a diretoria executiva da CBK, apresentando propostas e sugestões para o desenvolvimento do karate brasileiro.

Em outubro de 2018, foi aprovado o regimento interno da Comissão de Atletas. A partir daí a Comissão de Atletas realizou reuniões, onde analisaram e sugeriram algumas ações, entre elas: Envolvimento da comissão na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio; Acontecimentos ocorridos na final do Campeonato Brasileiro de 2019, com envio de Ofício para CBK; Proposta de implementação de um programa de proteção e prevenção aos tipos de assédio e abusos; Proposta de eventos online durante a pandemia.

A Comissão de Atletas tem como principal função representar os atletas perante as entidades desportivas, fortalecendo os laços de comunicação incluindo no processo de melhorias não só para a modalidade, mas para a carreira dos atletas. A comissão também deve dá suporte em casos de assédio sexual e desvio de ética.

Uma comissão deve criar ações e lutar pelos direitos dos atletas e melhoria da sua modalidade. A Comissão de Atletas pode ser implantada em qualquer entidade esportiva.

 

Fonte: Todo Esporte Baiano, Lei em Campo, WKF, CBK

sábado, 16 de julho de 2022

O Kata Gojushiho Dai


Gojushiho (五十四歩) é um kata do estilo Shotokan originário da região de Shuri, que significa cinquenta e quatro passos e possui duas versões, o Gojushiho Dai (五十四歩大) e Gojushiho Sho (五十四歩小). Este kata foi desenvolvido por Sokon Matsumura.

O Gojushiho-dai é um dos kata mais longo e complexo dos dois kata gojushiho. Este kata é um pouco mais longo do que na época que era chamado de cinquenta e quatro passos.

História

Em algum momento na década de 1960 ou 1970, quando um instrutor de alto escalão da JKA anunciou "Gojushiho-Dai" e depois executou "Gojushiho-Sho" no All-Japan Karate Championships. Após este evento houve uma mudança de nome e o nome original “Gojushiho-Dai” mudou para “Gojushiho-Sho” e vice-versa. A mudança de nome afetou o kata da JKA (Japan Karate Association) e ainda estão usando o nome alterado em vez do original.

Dentro da Federação Internacional de Karate-do Shotokan (SKIF) de Kanazawa Hirokazu , as formas "Dai" e "Sho" são mantidas com seus nomes originais para coincidir com "Dai" que significa "Maior" e "Sho" que significa "Menor". Isso também ocorreu porque o mestre Kanazawa era um dos instrutores mais bem classificados e se recusou a mudar os nomes originais.

Ao mesmo tempo, Gichin Funakoshi até tentou mudar o nome do kata (Gojushiho-Sho) para Hotaku, que significa "pica-pau", devido à frequência de golpes de cutuca encontrados dentro do kata. Independentemente disso, por razões desconhecidas, o nome Hotaku nunca foi realmente aceito, deixando ambos os kata com o título de Gojushiho.

O Kata

Entre suas características distintas estão várias técnicas suaves e fluentes, posturas como a do gato e de uma só perna, que exigem excelente equilíbrio, e seus movimentos giratórios. Há diversos bloqueios com o punho “cabeça de galo” e ataques com soco descendente.

O kata Gojushiho Dai do estilo shotokan possui 62 movimentos (kyodo). O kiai fica no 54º e 61º movimento (kyodo).

As bases utilizadas neste kata são: zenkutsu-dachi, ashi-dachi, neko ashi-dachi, kosa-dachi, kiba-dachi, shizen-tai

A diferença entre o Gojushiho Dai e Gojushiho Sho

Gojushiho-Dai ("Sho" em JKA) começa logo com uma grande variedade de técnicas avançadas e, como tal, é altamente recomendado para estudo. Gojūshiho-Sho ("Dai" em JKA) consiste em muitas técnicas avançadas de mãos abertas e ataques à clavícula (Ippon Nukite).

O embusen de ambos os kata são quase idênticos.


Fonte: O Melhor do Karate – Gojushiho-dai, Gojushiho-sho, Meikyo. M.Nakayama vol.11, site karatevancouver

sexta-feira, 8 de julho de 2022

O Karate nos Jogos Mundiais 2022 Birmingham, EUA


Presente desde 1981, o karate está mais uma vez participando dos Jogos Mundiais. Desta vez o evento acontece na cidade de Birmingham, Alabama – EUA.

Nesta 11ª edição o karate terá nada menos que 94 atletas de 41 países inscritos para participar do torneio de Karatê dos Jogos Mundiais de 2022, que acontece hoje (08.07) e amanhã (09.07), começando às 10h e terminando às 20h (horário local do evento) e terá a presença de vários campeões Olímpicos, dentre eles: Sandra Sanchez, Jovana Prekovic, Ryo Kiyuna, Steven Dacosta, Feryal Abdelaziz, Sajad Ganjzadeh, Ivet Goranova e Liugi Busa.

Nesta edição, o Brasil será representado por 03 atletas, são eles: Douglas Brose, no kumite -60kg; Valeria Kumizaki, no kumite -55kg e Vinicius Figueira, no kumite -67kg.

Douglas Brose, que é o atleta de Kumite com mais participações nos Jogos Mundiais com quatro participações disse:

“Participar dos Jogos Mundiais é como competir nas Olimpíadas. Parece que os Jogos Olímpicos para nós, e estou muito feliz por fazer parte deste evento mais uma vez. Estou pronto para aproveitá-lo o máximo que puder. Chego aqui como o atual campeão mundial, e isso me dá confiança para tentar dar o meu melhor aqui.” (Segundo depoimento dado ao site da WKF)

Este evento será a despedida das competições para a atleta espanhola Sandra Sanchez, que vai em busca da medalha de ouro que escapou no último Jogos Mundiais realizado na Polônia, em 2017.

A Programação

No primeiro dia de competição acontecerá as categorias de Kata Masculino e Feminino, Kumite Feminino -50kg e -55kg, e Kumite Masculino -60kg e -67kg. No segundo dia acontecerá as categorias de Kumite Feminino -61kg, -68kg e +68kg, e Kumite Masculino -75kg, -84kg e +84kg.

Um pouco da história do Karate nos Jogos Mundiais

Atualmente o karate ocupa no ranking dos jogos a 16ª colocação, com 04 medalhas de ouro, 02 de prata e 02 de bronze, totalizando 8 medalhas.

O karate participou de todos os jogos mundiais desde 1981, mais só conseguiu conquistar sua primeira medalha em 2009, em Kaohsiung-TPE, com o atleta Douglas Brose no kumite -60kg, ficando em 1º lugar. Em 2013 Douglas terminou a competição em 2º lugar. No feminino, a primeira medalha veio com a atleta Valeria Kumizaki no kumite -55kg, nos Jogos Mundiais de 2017, Wrocław – POL. Valeria terminou a competição em 1º lugar. Neste mesmo ano o atleta Hernani ficou em 3º lugar no kumite -75kg.

Fonte: WKF, TWG2022, The World Games

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Eventos de karate no mês de Junho 2022

Confira os principais eventos de karate que acontecerão neste mês de junho.


Circuito Open Nacional AABB de Karate

Modalidade: kata e kumite

Data: 05/06/2022 às 9h

Local: Associação Atlética Banco do Brasil - Aracaju


Salvador Open de Karate - 2º Edição

Modalidade kata e kumite individuais e equipes nas categorias sub-08 a master

Data: 18/06/2022 às 8:30

Local: Associação Atlética Banco do Brasil – Salvador


Copa Butokukai de Karate

Modalidade kata e kumite individuais e equipes nas categorias sub-08 a master

Data: 18/06/2022 às 8:30

Local: Ginásio da UFES, Vitória – ES


Open Nacional - VIII Copa Gerardo Coelho – Troféu Luiz Carlos Cardoso do Nascimento

Data: 25 e 26

Local: Ginásio da divisão de educação física do comando militar do planalto, Brasília – DF

EVENTOS INTERNACIONAIS


Karate 1 – Series A

Data: 10 a 12

Local: Cairo – Egito


Campeonato EKF Junior, Cadete e Sub-21

Data: 17 a 19

Local: Praga – República Tcheca


Jogos do Mediterrâneo

Data: 26 e 27

Local: Oran – Argélia


WKF Youth Camp

Data: 27 a 30

Local: Porec - Croácia

domingo, 29 de maio de 2022

O Kata Unsu


É um dos kata mais versátil e dinâmico do estilo shotokan. O Unsu (雲手) pode ter variações de traduções, dentre elas: mãos nas nuvens, mãos de nuvem e separando as nuvens. A explicação para o nome do kata é que suas mãos são como nuvens, sempre mudando e capaz de descarregar uma força letal em um piscar de olhos. Dizem que o kata encena uma tempestade com técnicas que simbolizam o vento, relâmpagos, tornados.

Para Kanazawa o nome está relacionado ao movimento de separar as nuvens com as mãos abertas. Este movimento chamado por Kanazawa de “Kaiun no te” (mãos que abrem as nuvens) aparece duas vezes no kata (no início, e após levantar do chão após o mawashi-geri).

“Uma frase de Funakoshi para seus alunos diz “Afaste as nuvens para ver o caminho com clareza” aludindo aos pensamentos que o distraem do caminho reto. [...] O Unsu representa libertação do problema para ver claramente depois.”

Seja qual for a verdadeira história do nome unsu, este kata exige muita velocidade, agilidade e força. As diversas transições e mudanças de tempo durante o kata, faz o unsu ser tão dinâmico.

Ele tem o objetivo de desenvolver e dominar as três essenciais dentro do kata: a alternância de velocidade; domínio de força e suavidade; compreensão e expansão do corpo.

Origem

Não se sabe ao certo a origem deste kata, sabe-se que tem relação ao mestre Seisho Aragaki que era conhecido como “Maya”, “o gato”, devido suas habilidades para saltar, também era chamado “Kamadeunchu” (Kamade que significa “mãos de foice” e Unchu era o nome de um kata, hoje conhecido como Unsu ou Unshu). Este mestre criou além do unshu ou unsu, também criou os kata sochin, niseishi. Aragaki foi um excelente mestre de armas tradicionais de Okinawa, deixando como herança alguns kata de Bo-jutsu e Sai-jutsu.

O Kata

A passagem de um movimento para outro de forma lenta e relaxada para uma forma contraída e rápida, fazendo com que se exija muito dos músculos. Possui também saltos altos e baixos, deslizamentos, fintas e provocações, além de requerer o uso de todas as partes do corpo como armas.

Segundo Nakayama, “Uma das características singular deste kata é a combinação que vai do bloqueio com o punho “cabeça de galo” ao contra-ataque com a mão em lança de um só dedo. Outra é o uso hábil de chutes desferidos em várias direções.”

Por ser um kata capaz de reagir a qualquer tipo de acontecimento e com dificuldade na execução dos movimentos, os mestres ancestrais sugerem que o karateca domine os katas básicos especialmente, série Heian, Kanku, Empi e Jion antes de arriscar a execução deste kata.

Curiosidades deste kata

O unsu realiza diversas técnicas avançadas com as mãos, mais o destaque maior fica para os chutes realizados de forma não convencional em relação aos outros kata do estilo shotokan. O mawashi-geri, por exemplo, é o único encontrado em qualquer kata do estilo shotokan, e este chute é realizado no unsu na posição quase deitada. Para executar o movimento o karateka deve ter uma compressão básica de como executar a queda para depois realizar o chute deitado. Outra técnica é o salto em 360º (que é um chute ascendente no nível médio com o pé direito. Com o pé esquerdo como pivô, desferindo um chute crescente para trás com o pé direito, ao mesmo tempo que realiza o giro no ar e cair, assumindo uma posição agachada com o pé direito à frente).

O kata Unsu do estilo shotokan possui 48 movimentos (kyodo). O kiai fica no 36º e 48º movimento (kyodo).

As bases utilizadas neste kata são: neko ashi-dachi, fudo-dachi, ashi-dachi, heisoku-dachi, sanchin-dachi, kiba-dachi, zenkutsu-dachi.


Fonte: O Melhor do Karate – Unsu, Sochin, Nijushiho. M.Nakayama vol.10, sites karatevancouver, The Martial Way, Shito-ryu Brasil